Isolar o Estado genocida! Ruptura das relações diplomáticas, militares e comerciais com Israel!

Na noite de 12 para 13 de Junho, o Estado de Israel subiu de patamar na sua deriva genocida, bombardeando o Irão e alvejando tanto a população civil como altos responsáveis militares.

É uma provocação do sionismo colonialista, que tem o apoio, inicialmente velado, entretanto aberto, da administração Trump. Este exige a rendição sem condições do Irão a Netanyahu.

Não têm um pingo de vergonha na cara os governos das grandes potências capitalistas, que, após a agressão israelita, apelam “à moderação de ambas as partes”.

São os mesmos que, perante a agressão militar do Estado de Israel, unilateral e não provocada, não se ensaiam em invocar o “direito de Israel a defender-se” (a inenarrável von der Leyen, servilmente ecoada pelo governo português) ou em declarar que a cúpula sionista está a “fazer o trabalho sujo” por eles todos (Merz).

São os mesmos (Trump) que detêm o maior arsenal nuclear do mundo e são herdeiros dos assassinos de Hiroshima e Nagasaki que invocam o programa militar nuclear do Irão — mas livram-se de pôr na ordem à bomba o próprio Estado de Israel, que desenvolveu armas nucleares à revelia do famoso “direito internacional” cujas loas todos eles não se cansam de cantar.

Em Gaza, o exército israelita massacra diariamente centenas de palestinianos famintos, nas proximidades dos pretensos “centros humanitários”. Massacra-os com armas “made in USA”, “made in France”, “made in Britain”, “made in Germany”, alguma até “made in Portugal”.

Esta gente está empenhada em arrastar a humanidade para um conflito geral de consequências incalculáveis.

À cumplicidade dos governos com o genocídio e com a agressão é necessário opor, da parte das organizações de trabalhadores e da juventude, em todos os continentes, a exigência unida de que os governos rompam imediatamente todas as relações diplomáticas, políticas, militares, económicas e comerciais com Israel, a fim de isolar o Estado genocida e impedi-lo de causar mais danos!

A resistência encontrou expressão, com outras reivindicações operárias e democráticas, nas 1500 manifestações de 14 de Junho nos Estados Unidos, contra Trump e sua política; encontra expressão na marcha mundial sobre Gaza, apesar dos obstáculos criados pelo regime egípcio, que se submete aos Estados Unidos e a Israel; e encontra expressão nas manifestações conjuntas de árabes e judeus, do lado “israelita” da cerca de Gaza, pela ruptura do bloqueio assassino.

É preciso que o mundo pare o genocídio em Gaza e barre a agressão israelita contra o Irão!