Isolar o Estado genocida!

Apelo lançado por militantes e organizações operárias de 46 países.*

Na noite de 12 para 13 de Junho, o Estado de Israel franqueou mais um patamar, bombardeando o Irão e alvejando tanto a população civil como altos responsáveis militares.

Esta provocação – que Trump acaba de reivindicar ter autorizado e apoiado – é mais uma mancha no Estado genocida.

Tenham vergonha os governos das grandes potências capitalistas, que, após a agressão israelita, ousam «apelar à moderação de ambas as partes»!

Como se se pudesse pôr um sinal de igual entre o Irão agredido, por um lado, e Trump- Netanyahu, por outro, estes empenhados em arrastar a humanidade para um conflito geral, de incalculáveis consequências.

Que valor pode ter, vindo do genocida Netanyahu, o pretexto invocado, da natureza do regime iraniano e da sua vontade de adquirir a arma nuclear? Que valor pode ele ter, vindo de Trump, herdeiro dos assassinos de Hiroshima e Nagasaki e patrono de dezenas de regimes ditatoriais e sanguinários em todo o mundo?

Em Gaza, o exército israelita massacra diariamente centenas de palestinianos famintos, nas proximidades dos pretensos «centros humanitários». Massacra-os com armas «made in USA», «made in France», «made in Britain», «made in Germany».

Contra essa cumplicidade dos governos com o genocídio eleva-se, de todos os continentes, uma exigência, especialmente entre as organizações operárias e a juventude:

Rompam os governos imediatamente todas as suas relações diplomáticas, políticas, militares, económicas e comerciais com Israel, a fim de isolar o Estado genocida e impedi-lo de causar mais danos!

Esta exigência encontrará expressão, juntamente com outras reivindicações operárias e democráticas, nas 1500 manifestações convocadas para 14 de Junho, nos Estados Unidos, contra Trump e sua política.

Ela encontra expressão na marcha mundial para Gaza, apesar dos obstáculos criados pelo regime egípcio, que se submete aos Estados Unidos e a Israel.

Encontra expressão nas manifestações conjuntas de árabes e judeus, do lado «israelita» da cerca de Gaza, pela ruptura do bloqueio assassino.

Nós, que participámos no Encontro Internacional de Emergência contra a Guerra Imperialista Global (Paris, 21 e 22 de Março de 2025) ou lhe demos o nosso apoio, lançamos um apelo aos trabalhadores, aos jovens e às organizações operárias do mundo:

Batamo-nos pela mais ampla unidade para:

– Exigir que todos os nossos governos rompam imediatamente todas as relações diplomáticas, militares, económicas e comerciais com Israel!

– Parar o genocídio em Gaza!

– Barrar a agressão israelita contra o Irão!

* Afeganistão, Argélia, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Azania (África do Sul), Barein, Bangladesh, Bélgica, Benim, Brasil, Burundi, Canadá, China, Egipto, Estado Espanhol, Estados Unidos, Filipinas, França, Grécia, Haiti, Hungria, Islândia, Índia, Iraque, Itália, Líbano, Marrocos, Maurícia, México, Países Baixos, Paquistão, Palestina, Portugal, Reino Unido, República Democrática do Congo, Roménia, Rússia, Sudão, Suíça, Togo, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Zimbabué.

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