Abaixo a guerra, fim da agressão americano-israelita no Irão já!

Posição da plataforma por um Partido dos Trabalhadores

Mandando bombardear o Irão, Trump dá mais um passo na escalada para generalizar a guerra a todo o Médio Oriente e para uma guerra mundial. Netanyahu, todo contente, vê tomar forma o “novo Médio Oriente” que preconiza, edificado sobre as ruínas sangrentas de Gaza, vítima de genocídio e de extermínio, e os escombros do Irão.

Trump, Netanyahu e os seus cúmplices na NATO/UE e seus Estados membros, particularmente Montenegro, que pôs a base das Lajes à disposição da agressão militar americana, exigem ao Irão que pare a guerra, quando os agressores são Israel e os Estados Unidos! Acaba de o confirmar Trump, ameaçando o Irão com uma “tragédia ainda maior”!

Justificam eles a agressão por o Irão estar prestes a dispor da bomba atómica — o que muitos especialistas contestam. E quem não se lembra das famosas “armas de destruição maciça” que o Iraque alegadamente detinha e serviram de pretexto para a invasão do país pela aliança militar dirigida pelos Estados Unidos? E que os países agressores mais tarde reconheceram nunca terem existido?!

É, em contrapartida, público e notório que Israel tem a arma atómica há décadas, sem nunca o ter reconhecido oficialmente e sem que nenhuma potência ocidental se ralasse.

Para justificar a agressão militar israelo-americana, invocam muitos que o regime de Teerão é antidemocrático, antitrabalhadores e misógino. Trump faz todos os dias rusgas aos imigrantes e ataca os direitos das mulheres nos Estados Unidos. Netanyahu é o autor dum genocídio do povo palestiniano perpetrado à vista do mundo inteiro. Os Macron, Starmer, Merz e Montenegros restringem os direitos democráticos dos trabalhadores e proclamam a caça ao imigrante. Que legitimidade tem esta gente para invocar a democracia e os direitos dos povos?!

Pela nossa parte, solidarizamo-nos com as organizações sindicais, democráticas e de mulheres do Irão, que, reprimidas pelo regime, condenam a agressão israelo-americana e declaram não ter “nenhuma ilusão de que os Estados Unidos e Israel tenham alguma intenção de nos trazer a liberdade, a igualdade e a justiça”.

As trabalhadoras, trabalhadores e jovens de Portugal e da Europa estão ao lado dos trabalhadores, das mulheres e dos jovens do mundo inteiro que lutam pelos seus direitos contra os regimes ditatoriais de opressão e exploração e, por conseguinte, contra a política de guerra das grandes potências imperialistas.

Deviam ter vergonha aqueles que, como certos sectores da “esquerda”, aceitam pôr um sinal de igual entre agressores e agredidos. Deviam ter vergonha os que alinham com os Montenegros, Macrons, Merz e Starmer na passagem à economia de guerra e, em nome desta, no sacrifício dos serviços públicos e dos direitos conquistados pelos trabalhadores e pela juventude.

Abaixo a guerra, fim da agressão israelo-americana no Irão, já!
Fim ao massacre em Gaza e na Cisjordânia, fim ao bloqueio a Gaza!
Ruptura imediata das relações políticas, económicas,
militares e diplomáticas com Israel!
Orçamento para o SNS, o ensino público, a habitação
e os serviços públicos, não para a guerra!
Viva a unidade internacional dos trabalhadores e dos povos!

22 de Junho de 2022