Juntamos o texto produzido por trabalhadores da Menzies, que lutam por melhores salários e melhores condições de trabalho, estas caracterizadas por elevada penosidade, provocando elevadas taxas de rotação no emprego.
Note-se que os trabalhadores se batem simplesmente pela reposição da estrita legalidade: as suas tabelas de vencimento actuais não respeitem nem cumprem o preceito legal do salário mínimo (870€), com graus básicos das carreiras de OAE e TTAE a vencerem pouco mais de 700 euros!
Pelo seu lado, a administração a tudo recorre, a assédio moral via whatsapp, a trabalhadores em outsourcing, chegando a mobilizar trabalhadores em gozo de folga, assim violando a lei da greve e os próprios “serviços mínimos”.
A paralisação volta a repetir-se mais quatro vezes. Em Agosto, os períodos de greve estão agendados para 08 a 11, 15 a 18, 22 a 25 e 29 de Agosto a 1 de setembro.
Camaradas,
Na SPdH/Menzies, empresa também detida pela TAP que é uma empresa nacionalizada, os trabalhadores têm vindo a ser espoliados de uma parte significativa do seu salário por imposição da administração, que abusa da sua autoridade em flagrante violação da Lei, pagando a uma parte significativa dos seus trabalhadores salários bastante inferiores ao Salário Mínimo Nacional.
(…) A TAP respeita a legislação do salário mínimo e alterará sempre o salário base de início de carreira para o valor da Retribuição Mensal Mínima Garantida (RMMG).
Na SPdH/Menzies, uma empresa detida também, em parte, pela TAP, o incumprimento da Lei é flagrante. O salário base de um OAE em início de carreira, por exemplo, é de 717 euros, 153 euros abaixo do Salário Mínimo Nacional, designação conforme a Constituição, ou da RMMG, a designação do Código do Trabalho.
No mesmo exemplo, um trabalhador OAE, tem de de trabalhar durante 5 anos e meio e ultrapassar 5 graus de carreira consecutivos sem ultarapassar o absentismo determinado no Acordo de Empresa para chegar até ao Grau || e receber finalmente um valor superior ao Salário Mínimo Nacional ou RMMG!