Gaza «Se os governos quisessem fazer alguma coisa, expulsariam as missões diplomáticas israelitas»

Miko Peled, filho de um general israelita e antigo sionista, que se tornou antissionista

O exército israelita iniciou o seu plano de conquista total de Gaza.

«Os testemunhos recolhidos junto dos habitantes referem tanto bombardeamentos como incursões terrestres nesta zona» (Radio France Internationale, 16 de Agosto). A ONU regista um número crescente de palestinianos assassinados em frente aos supostos centros de distribuição alimentar da Gaza Humanitarian Foundation.

Em fuga para a frente, Netanyahu continua as suas provocações. A 12 de Agosto, referiu apoiar o projecto de «Grande Israel», de anexação de territórios libaneses, jordanos, egípcios, iraquianos e sauditas… Os regimes árabes protestam… mas nenhum deles rompe relações com Israel!

Quanto aos chefes das grandes potências, também eles fingem protestar… deixando as mãos livres ao carniceiro de Telavive.

«Netanyahu perdeu a cabeça», choraminga o primeiro-ministro da Nova Zelândia.

«Netanyahu está a ir longe demais», declara a primeira-ministra dinamarquesa, que preside à União Europeia, «são necessárias sanções». Nem um gesto, porém, para cancelar o acordo de associação UE-Israel, vital para a economia do Estado genocida.

«Vamos reconhecer o Estado da Palestina» em Setembro, afirma o governo «trabalhista» australiano, tal como Macron, a Grã-Bretanha, o Canadá…

Interrogado a 16 de Agosto sobre tal «reconhecimento», o activista israelita Miko Peled refere que ele «não custa nada, não faz nada, não muda nada. Por isso todos esses governos mundo fora optaram por fazê-lo. Os eleitores exigem-lhes que façam alguam coisa pela Palestina. Eles não querem, têm medo de o fazer… Então dizem: «Vamos reconhecer o Estado palestiniano.» (…) Se (os governos ocidentais) quisessem fazer alguma coisa, expulsariam as missões diplomáticas israelitas, imporiam sanções. Isso é que é «reconhecer a Palestina», reconhecer que ela é dominada por um regime racista

Miko Peled tem razão! Ruptura imediata de todas as relações diplomáticas, militares, comerciais, desportivas e culturais com o Estado de Israel!