Espanha: 100.000 manifestantes proíbem a presença da equipa israelita na Vuelta

“No Domingo, 14 de Setembro, a chegada a Madrid da Vuelta, a Volta ciclista à Espanha, acabou por ser anulada.
Cem mil trabalhadores e jovens da região de Madrid saíram em manifestação contra a presença da equipa Israel Premier Tech, especialmente criada para promover o Estado genocida neste evento desportivo.
Durante três semanas, em cada uma das etapas da volta, centenas de trabalhadores e jovens furiosos protestaram contra a presença desta equipa. Em Madrid, as autoridades, confrontadas com cem mil pessoas, viram-se obrigadas a cancelar a chegada da volta.
Falando a um público enfurecido, o primeiro-ministro “socialista” Pedro Sánchez teve de prestar homenagem àqueles e àquelas que “sabem tomar posição por causas justas, como a da Palestina”.
A ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, membro do Partido Comunista, declarou que Israel “não deveria participar em nenhum evento desportivo ou cultural”.
Na sequência, o governo espanhol declarou que o país não participaria no Festival da Canção da Eurovisão enquanto Israel fosse convidado. Seguia decisões semelhantes da Irlanda, Islândia, Eslovénia e Países Baixos.
A resumir o estado de espírito de muitos manifestantes, indicou-nos a nossa correspondente no Estado espanhol que “se quiserem ter crédito, Sanchez e Díaz têm que dar mais um passo — e depressa. Não basta excluir o Estado genocida de eventos desportivos e culturais. É preciso excluí-lo de toda e qualquer colaboração diplomática, militar, política, económica e comercial.”