Intervindo na tribuna dum comício de trabalhadores e jovens, no dia 4 de Outubro, em Paris, organizado pelo Parti des travailleurs, Elmar Rustamov, militante dos ‘Socialistas da Rússia contra a guerra’ referiu, depois de manifestar o seu apoio “à luta dos trabalhadores franceses”:
“Estamos convencidos de que o método de luta mais eficaz para a classe trabalhadora na Rússia, assim como em todo o mundo, é a greve e, em particular, a greve geral! O que afecta o sistema capitalista e os bolsos da burguesia é a paralisação total dos transportes, das grandes fábricas, do petróleo e do gás, acompanhada de reivindicações políticas“.
Na Rússia, explicou, o enfraquecimento do movimento operário “permitiu ao regime de Putin instaurar uma ditadura militar-policial ao serviço do capital e arrastar os trabalhadores da Rússia para esta guerra ao serviço dos interesses dos oligarcas”. Mas uma vitória dos trabalhadores em França “seria para nós uma fonte de inspiração, como outrora foi a Comuna de Paris”.
Leu seguidamente uma mensagem de um camarada seu, um militante operário ucraniano, trabalhador dos transportes:
“O nosso governo também tenta privar-nos de todos os nossos direitos. (…) quando os marinheiros tentaram protestar, em 2021, ficaram isolados. A classe dominante procurará sempre dividir os trabalhadores. Foi isso que aconteceu nos países da antiga União Soviética (…). A única coisa que pode parar a economia neoliberal actual e o imperialismo que dela decorre – nos Estados Unidos, na Europa e na Rússia – é a unidade dos trabalhadores. Só a nossa força organizada será capaz de impedir a catástrofe iminente que já eclodiu na Ucrânia, que há muito assola Gaza e poderia ter ocorrido nos incidentes entre a Índia e o Paquistão. Não há fronteiras entre nós, nada nos opõe aos outros trabalhadores (…). As únicas fronteiras que conhecemos são as que nos separam das classes exploradoras.”