Declarações da ministra da economia da Alemanha, Katarina Reiche, ao órgão em linha “The Pioneer” (25 de Setembro) “Precisamos de uma cura de fitness para a nossa terra. Temos de atacar os factores que podemos ser nós a mudar. E esses são, principalmente, os sistemas de segurança social.”
“Temos de trabalhar mais; e não me refiro só a até mais tarde na vida, mas também ao horário semanal. E refiro‐me também às muitas ausências por doença. Sem querer insinuar nada, é um bocado estranho que no grupo E.ON, onde eu trabalhava até há pouco, as baixas por doença na Europa de Leste fossem muito menores do que cá.”
Enquanto reclama a redução do equivalente alemão ao IRC e, também, do IRS, conclui que “estando, pois, o problema em que somos nós próprios que estragamos a nossa competitividade, através, por exemplo, dos custos salariais secundários e dos altos impostos e contribuições para o sistema de pensões, é nestas alavancas que precisamos de mexer.”
Custos salariais “secundários” (aqui usase com frequência outro eufemismo, “custos de contexto”) é o nome dado à parte do salário bruto que transita directamente do patrão para a segurança social: a (mal) denominada “contribuição patronal para a segurança social”.
O próprio chanceler Merz já declarara com estrondo: “o Estado social deixou de ser financiável”, precisamos de uma “mudança de paradigma”.
A sua ministra enuncia o novo paradigma sem rodeios: baixar salários, aumentar horários de trabalho, fazer trabalhar os doentes, diminuir os impostos aos patrões. Um programa, digamos, spinumvivo.