História em vários actos de um dos saques mais despudorados da história
(candidato ao óscar do melhor saqueactor secundário: o marido da actual ministra do trabalho, pai da braço direito do chefe da Spinumviva)
[nem uma linha do que está abaixo foi escrita por nós]
“O Lone Star deverá distribuir prémios de 1,1 mil milhões de euros pelos gestores envolvidos no negócio do Novo Banco, um terço do apoio público dado pelo Fundo de Resolução (…) lucro líquido [do Lone Star]: 2,2 mil milhões. Deste bolo (…) sairão os prémios milionários: em torno de 1,1 mil milhões, (…) um terço dos 3,3 mil milhões que o Novo Banco foi buscar ao Fundo de Resolução para cobrir perdas resultantes da venda de activos abaixo do seu valor real. (…) António Ramalho geriu o Novo Banco durante seis anos, por indicação do Lone Star. Tudo aponta que terá recebido entre sete a dez milhões de euros. (…) Em Agosto de 2022, António Ramalho deixou a liderança do Novo Banco e as razões da saída nunca foram bem explicadas. Na altura, Ramalho, casado com a actual ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, e pai de Inês Palma Ramalho, braço direito do actual primeiro ministro (ao lado de quem aparece nas audiências em Belém), avançou que ia estudar para a Suíça. Mas um ano depois foi noticiado que tinha ido trabalhar para uma consultora espanhola, a Alvarez & Marsal, a mesma que contratara, enquanto líder do Novo Banco, para avaliar, “de forma independente”, os negócios da instituição a que presidia.”
(Público, 15 de Setembro de 2025)
“Transição Justa [do PRR] financia hotéis de luxo em Grândola e Santiago do Cacém“
Dos 99 milhões destinados a compensar os efeitos socioeconómicos pelo encerramento da central a carvão de Sines, mais de 19 milhões vão para projectos turísticos. Câmara de Sines critica escolhas. (…) Estão nesta lista dois hotéis rurais de cinco estrelas, um em Melides (Grândola) e outro em Santiago do Cacém. (…) dos 99 milhões de euros alocados ao Alentejo Litoral, só [estão] executados cerca de 20 milhões (dos quais apenas 406 mil euros destinados à reconversão profissional de ex‐trabalhadores da central da EDP, através do CTE – Centro de Formação para a Transição Energética.”
(Público, 8 de Outubro de 2025)