A 17 de Novembro, na base aérea militar de Villacoublay, o presidente francês, Macron, recebeu Zelensky, chefe de Estado ucraniano. Foi a ocasião para anunciarem um «acordo histórico»: a venda de 100 aviões Rafale à Ucrânia, mas também, «num horizonte de cerca de dez anos», outros armamentos, como o sistema de defesa aérea SAMP-T, sistemas de radar e drones. Sem esquecer 55 locomotivas do grupo Alstom.
«No que diz respeito ao financiamento, ainda há por esclarecer, mas a França conta recorrer tanto à sua própria contribuição orçamental como aos mecanismos europeus», observa a Agence France-Presse (17 de Novembro). Naquela mesma manhã, na France Inter, François Hollande (PS) fez questão de manifestar o seu apoio a Macron, declarando: «Sim, é preciso ajudar a Ucrânia, apoio os esforços dos europeus e da França para fornecer material. (…) O orçamento (do Estado para 2026 – nota do editor) aumenta o orçamento da defesa nacional em 6 mil milhões. A defesa nacional (…) é também a defesa da Ucrânia.»
São, portanto, os fundos roubados ao orçamento dos serviços públicos, não só franceses mas de toda a União Europeia, que servirão para financiar essas compras: para benefício exclusivo dos accionistas das empresas de armamento, como a Dassault Aviation, que fabrica o Rafale. Tudo, com o apoio da «esquerda» e em nome da «ajuda ao povo ucraniano»… a quem ninguém pergunta a opinião.
E não é por acaso: uma semana antes da sua visita, Zelensky viu-se envolvido num novo escândalo de corrupção. Ministros e altos funcionários – incluindo o oligarca Timur Minditch, muito próximo de Zelensky – desviaram 86 milhões de euros de programas energéticos… durante a guerra!
Será preciso andar à procura de outras razões para o povo ucraniano se recusar a ser mandado para o matadouro?
Sabemos das deserções em massa no exército de Putin, mas, a 11 de Outubro, a presidente da comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento ucraniano, Mariana Bezuglaya, reconheceu que 250 mil soldados ucranianos desertaram.
Nem Putin, nem Zelensky, nem Trump, nem NATO, nem União Europeia!
Nem um cêntimo, nem uma arma, nem um homem para a guerra suja deles!