Trump em apuros na sua própria base de apoio

Há semanas que Trump se vê à rasca com a sua própria base de apoio. As vicissitudes do caso Epstein — o bilionário e criminoso sexual morto em 2019 — e a deterioração da situação dos trabalhadores levaram a que alguns políticos republicanos eleitos rompessem publicamente.

As eleições legislativas intercalares no Tennessee, em 2 de Dezembro, embora ganhas por um republicano, foram-no com apenas 53% dos votos, num Estado que é um bastião republicano tradicional. “Um aviso à Casa Branca”, escreveu Le Monde (3 de Dezembro). Aquela, “ciente dessa sua vulnerabilidade”, “desmultiplica-se em promessas de redistribuição”… porém, “Donald Trump continua a perder terreno nas sondagens”.

A imprensa passou a chamar a Trump “Sleepy Donald” (“Donald, o Sorna” – a alcunha que o próprio Trump dera a Biden um ano antes) por tê-lo apanhado a adormecer em reuniões oficiais. “De repente, Donald Trump parece já não dominar inteiramente a sua própria máquina política.” “O velho não vai durar sempre” e “há cada vez mais republicanos que parecem prontos para romper com Trump”, observou o The Guardian de 3 de Dezembro.

Um órgão de fiscalização interna do Pentágono acaba de divulgar um relatório que se dirige contra o Secretário da Guerra, Pete Hegseth. O relatório revela que Hegseth terá colocado pessoal militar em risco e violado normas do Pentágono, usando o seu telefone pessoal para discutir um ataque iminente dos EUA no Iémen.

O próprio Pentágono é alvo de um processo em justiça movido por The New York Times, um dos principais diários do país, por violação dos “direitos constitucionais dos jornalistas, ao impor uma série de novas restrições à cobertura jornalística das Forças Armadas”.

Nelly Mary