No passado dia 7 de Janeiro, em Minneapolis, no estado americano de Minnesota, uma mulher (branca!) que, no seu carro, onde seguia com os filhos, fazia uma manobra para se afastar do local de uma presumível rusga, foi assassinada a sangue frio por um grupo de agentes da polícia anti-imigrantes (ICE). A ICE é, na realidade, uma organização paramilitar que Trump fez passar em poucos meses de 6 mil para 16 mil agentes, atraindo os novos recrutas com anúncios abertamente racistas e homicidas, e que armou até aos dentes, transformando-a, de facto, numa versão americana das SS nazis.
No mesmo dia em que os seus esbirros assassinavam impunemente cidadãos comuns, Trump anunciou que tencionava aumentar o orçamento militar americano dos cerca de 900 mil milhões de dólares previstos para 2026 para 1,5 biliões de dólares em 2027. Um aumento de 66% num só ano. Para se ter uma ideia, o novo valor é sensivelmente equivalente a toda a produção anual do Estado espanhol.
O orçamento militar americano já era superior à soma dos orçamentos militares de todas as quatorze potências que se lhe seguiam: China, Rússia, Alemanha, Reino Unido, Índia, Arábia Saudita, Japão, Ucrânia, França, Coreia do Sul, Itália, Israel, Polónia e Austrália… Só o aumento previsto para 2027 é tanto como o total que a China, a Rússia, a Alemanha, o Reino Unido e a Índia, somadas, gastaram em 2025.
Não é coincidência.
O mundo que Trump promete depois da invasão da Venezuela e do rapto de Maduro é um mundo de submissão do mundo inteiro à bota americana (a Estratégia de Segurança Nacional 2025 di-lo com todas as letras), de guerra contra quem se lhe oponha pelo mundo fora e de guerra interna contra os trabalhadores americanos.
Quem não se submete, morre.
O mercado reagiu de imediato. As acções das grandes empresas armamentistas subiram, só nessa sessão: a Lockheed Martin (LMT.N), 6.2%, a General Dynamics (GD.N), 4.4%, a RTX, 3.5%.