“Petróleo para Cuba, já!”

Trump quer estrangular definitivamente o país

O Financial Times (29 de Janeiro) alerta que, “de acordo com a empresa de dados Kpler, Cuba tem reservas de petróleo suficientes para apenas quinze a vinte dias”.

Trump não esconde a sua intenção: ameaçar e chantagear os países que fornecem petróleo a Cuba, de forma a cortar esses fornecimentos e provocar o colapso económico e político do regime cubano. Para pressionar estes países, Trump ameaça-os, como é habitual, com a imposição de direitos aduaneiros sobre as suas importações para os Estados Unidos.

Esta é a consequência lógica da agressão militar à Venezuela e do rapto de Nicolás Maduro. Assim se explicam os repetidos actos de pirataria da Marinha dos EUA, que apreende petroleiros venezuelanos.

As conquistas da Revolução Cubana de 1959, particularmente nas áreas da saúde pública gratuita e da educação, são intoleráveis ​​para o capital dos Estados Unidos. Por isso impôs o imperialismo americano um bloqueio contínuo a Cuba desde 1962, um bloqueio que todas as administrações — democratas e republicanas — aplicaram.

A combinação dos efeitos nefastos do bloqueio imperialista e das “reformas de mercado” introduzidas nos últimos vinte anos pela burocracia do Partido Comunista Cubano pôs o povo cubano numa situação de crise. Hoje, Trump quer concluir o trabalho e reverter definitivamente o que resta das conquistas da Revolução Cubana. É pressionado nesse sentido pelo seu Secretário de Estado, Marco Rubio, oriundo da comunidade de emigrantes anticomunistas de Miami.

Como diz um apelo lançado por militantes operários brasileiros no dia 30 de Janeiro: “Do Norte ao Sul das Américas, é imperativo alertar os trabalhadores e os povos para o facto de que a defesa de Cuba é uma necessidade absoluta”. A Confederação dos Sindicatos Americanos (na qual está filiado a Central Única dos Trabalhadores do Brasil) tem o dever de denunciar as ameaças de Trump. As organizações sindicais têm o dever de intensificar as suas declarações públicas exigindo que os governos dos países produtores de petróleo — como o México, o Brasil, a Venezuela e o Canadá — forneçam combustível a Cuba com urgência. Petróleo para Cuba, já!