Aperta-se o garrote à volta de Cuba, que Trump priva do petróleo venezuelano. Abastecida por centrais a petróleo, a oferta de electricidade na ilha está altamente perturbada, obrigando a reduzir a semana de trabalho a quatro dias e mantendo os aviões no solo. Ao agravar o embargo imposto desde 1962 – quando a Revolução Cubana expropriou as multinacionais norte-americanas – Trump quer asfixiar Cuba e obrigar os seus dirigentes a renderem-se.
Anima-o o que conseguiu da presidência interina da Venezuela, que abriu o sector petrolífero às multinacionais norte-americanas (ver aqui). Além de que o desmantelamento dos últimos bastiões das conquistas revolucionárias em Cuba enviaria um sinal a todos os povos da América Latina e do mundo: nada pode resistir ao tacão de ferro da Wall Street.
Trump actua de forma idêntica com o Irão. O regime dos aiatolás tem mostrado a sua fraqueza, incapaz de responder às reivindicações legítimas das massas a não ser com a repressão mais selvagem. Trump aproveita. Abre conversações com o Irão debaixo da espada da sua armada destacada para o Golfo Pérsico.
Para aumentar ainda mais a pressão, Trump antecipou em uma semana a visita a Washington do genocida Netanyahu, fanático da intervenção militar contra Teerão. “O Irão parece determinado a chegar a um acordo“, anunciou Trump a 6 de Fevereiro. Tradução: ou os iranianos assinam um acordo nos termos que eu ditar ou levam com uma chuva de ferro e fogo.
Venezuela, Cuba, Irão… Um a um, os países que mantêm relações com a China são chamados a capitular sem condições. Trump está a preparar a próxima visita do Presidente Xi Jinping a Washington. A bom entendedor: “Fui eu que impus direitos aduaneiros à China” e, assim, “recuperei centenas de milhares de milhões de dólares“.
Destabilizado pelo escândalo Epstein e contestado nas ruas dos Estados Unidos, Trump precisa de resultados para manter a confiança da burguesia norte-americana.