Índia

Decorreu na Índia, no dia 12 de Fevereiro, um poderoso movimento de greves e manifestações, convocado pelas principais centrais sindicais e organizações camponesas. Os dirigentes das centrais sindicais — alguns ligados aos dois partidos comunistas, outros, ao Partido do Congresso, nacionalista burguês — restringiram a acção a uma jornada de luta de 24 horas, mas isso não obstou a que milhões de trabalhadores das cidades e do campo se mobilizassem contra as políticas ultra-reaccionárias do governo de Modi e do seu partido, o BJP nacionalista hindu, no poder desde 2014.

Formando um mar de bandeiras vermelhas, os manifestantes ocuparam as ruas de centenas de cidades. Os trabalhadores reafirmaram a sua rejeição das contra-reformas do Código do Trabalho do governo Modi, que instauram a desregulamentação na mira de atrair investidores estrangeiros para o programa “Make in India” (“venham fabricar na Índia”). Assim como a sua rejeição da privatização de empresas estatais que o governo pretende impor. As organizações de camponeses — num país onde eles representam mais de 40% da população activa — apelaram também às manifestações, contra as repercussões dos acordos de comércio livre assinados por Modi, devastadores para a agricultura indiana. Criticavam, em particular, o acordo com os Estados Unidos, em troca do qual Trump obteve de Modi a promessa de a Índia deixar de comprar petróleo russo.