A invasão israelita expulsou 20% dos libaneses das suas casas
A agressão israelita ao Líbano faz parte do plano imperialista e sionista de remodelar o Médio Oriente sob controlo sionista.
Este plano foi anunciado por Ben-Gurion em 1948, e Netanyahu apresentou o seu mapa — o do “Grande Israel” — no pódio das Nações Unidas.
A actual agressão prolonga a guerra genocida em Gaza e as provocações diárias perpetradas pelos colonos contra os palestinianos na Cisjordânia. Em particular, é uma continuação da guerra anterior contra o Líbano.
Esta guerra anterior terminou com um acordo de cessar-fogo a 27 de Novembro de 2024. O Líbano respeitou integralmente este acordo, mas a entidade sionista violou-o 1.600 vezes, segundo relatórios das Nações Unidas. Os seus ataques aéreos, campanhas de assassinatos e massacres continuaram, ceifando aproximadamente 600 vidas desde então até ao início da fase actual, metade das quais eram crianças e mulheres. Hoje, com o apoio da máquina militar americana e do imperialismo global, esforçam-se por levar avante este plano. O Ministro das Finanças israelita e o comandante do exército declararam que o seu objectivo é estabelecer o Rio Litani como a nova fronteira do seu Estado.
Para tal, os americanos, em cooperação com a burguesia libanesa, têm trabalhado no sentido de influenciar o governo libanês de forma a facilitar a implementação deste plano.
Este plano já desalojou 1,2 milhões de pessoas do sul do Líbano, do Vale do Bekaa e dos subúrbios a sul de Beirute, que sofrem com o frio, a fome e o abandono por parte das autoridades. Ameaça aniquilar grande parte da população libanesa. O número de mártires chega quase aos 1.200, e há aproximadamente 3.000 feridos, sobretudo mulheres e crianças.
A destruição total de casas em dezenas de aldeias fronteiriças, bem como a recente destruição de todas as pontes que ligam as margens norte e sul do rio Litani, realçam a gravidade deste projecto. Mais perigosa ainda é a actuação do regime libanês, incluindo o governo, que visa criar as condições para uma nova guerra civil, facilitando assim o projecto israelita. Esta situação exige solidariedade internacional com o Líbano, o seu povo e a sua resistência.
Correspondência de Beirute
Proletários palestinianos, as primeiras vítimas…

Os proletários palestinianos são as primeiras vítimas da ocupação e do apartheid. As forças de ocupação detiveram cerca de trinta trabalhadores quando tentavam atravessar a Linha Verde perto do muro de separação adjacente à aldeia de Faqoua, a nordeste de Jenin, a 29 de Março de 2026. Desde 7 de Outubro de 2023, o governo israelita revogou as licenças de trabalho de 120.000 trabalhadores palestinianos na Cisjordânia que anteriormente sobreviviam a trabalhar nos campos, em estaleiros de construção e assim por diante. Quanto aos agricultores, sofrem ataques diários por parte dos colonos e do exército contra si próprios, as suas famílias, as suas aldeias, os seus campos e o seu gado.
Correspondência da Palestina
“Dia da Terra” na Palestina

Cinquenta anos de 30 de Março de 1976
Os palestinianos que vivem nos territórios de 1948, os dos territórios de 1967 e os exilados demonstram, através desta comemoração, a força dos laços que os unem.
A 30 de Março de 1976, dezenas de palestinianos, civis e agricultores, foram mortos pelas forças de ocupação enquanto protestavam pacificamente contra o confisco das suas terras. E desde então, para homenagear estas vítimas, para mostrar o apego dos palestinianos a esta terra, comemoramos todos os anos o trágico aniversário desta sangrenta repressão (…).
Neste quinquagésimo aniversário do Dia da Terra, prestamos uma vibrante homenagem a todas as vítimas que morreram por uma Palestina livre, aos nossos feridos, aos nossos prisioneiros que continuam a definhar atrás das grades em prisões infames, aos nossos agricultores que continuam a cultivar os seus campos apesar da presença de soldados e colonos nas suas terras.
Nesta ocasião, mais do que nunca, reafirmamos o nosso apego às nossas raízes e à nossa terra. É aqui, a nossa pátria. Não partiremos, apesar do horror do que estamos a sofrer e do silêncio de uma comunidade internacional oficial cúmplice. Contamos com o apoio dos cidadãos do mundo, em solidariedade com a nossa justa causa. Continuaremos a nossa mobilização pela nossa terra, a Palestina.
Aqui, a nossa terra; aqui, as nossas raízes; aqui, a nossa história; aqui, a nossa vida; aqui, o nosso futuro; e aqui, a nossa Palestina!