Nas prisões de Zelensky e Putin

Solidariedade com os activistas reprimidos!

Por se oporem à guerra ou se identificarem como anarquistas, socialistas, comunistas, etc., são perseguidos pelos regimes de Zelensky (Ucrânia) e Putin (Rússia).

Intimados novamente a comparecer em tribunal a 25 de Março, os irmãos Mikhail e Alexander Kononovich, activistas do Partido Comunista Ucraniano, são perseguidos há quatro anos pelo regime de Zelensky. Condenados após um julgamento fraudulento, foram colocados em prisão domiciliária. Com o aproximar das eleições, o regime tentou chantageá-los: ou participavam nas eleições — o que lhes conferiria “legitimidade” democrática — ou seriam enviados para a frente de batalha e enfrentariam a morte certa.

Em Kiev, no dia 19 de Março, Yuri Chelyazenko, um activista ucraniano ligado à organização pacifista “Internacional dos Resistentes à Guerra“, foi preso e detido num centro de recrutamento militar (TTsK), onde foi espancado e atingido por gás lacrimogéneo antes de ser libertado alguns dias depois. O seu único “crime”: fazer campanha contra as prisões em massa para mobilização forçada organizadas pelo TTsK.

E na Rússia? No dia 20 de Março, as autoridades da colónia penal de Tver prolongaram o confinamento solitário de Gagik Grigoryan, de 19 anos. Já estava detido ali há sessenta dias. Estudante em Kursk e ativista do grupo Ação da Esquerda Socialista, tinha sido condenado a sete anos de prisão em Janeiro de 2025 por fazer campanha contra a guerra, tal como centenas de outros activistas. No dia 21 de Março, Azat Miftakhov, de 33 anos, matemático e activista anarquista, passou o seu aniversário na prisão pelo oitavo ano consecutivo. Foi detido em 2019 após um protesto em frente à sede do partido no poder, o Rússia Unida, e condenado em 2021 a seis anos de prisão. Esta pena foi agravada em mais quatro anos em 2024 por “apologia do terrorismo“, após o depoimento incriminatório de um colega de cela.

A 22 de março, Nikita Uvarov, de 20 anos, deveria ser libertado após cinco anos de prisão. Em 2020, então com 14 anos, Uvarov e dois estudantes do ensino secundário de Kansk, na Sibéria, foram detidos e posteriormente condenados após o início da guerra (2022) por “participação numa organização terrorista“. Tinham distribuído panfletos a pedir a libertação de presos políticos, incluindo Miftakhov. Mas Uvarov não será libertado como planeado: o FSB (polícia política) e a administração da Colónia Penal nº 31 de Krasnoyarsk mantêm-no detido por “participação numa organização extremista“.

Exigimos a libertação de todos estes activistas.

Com os nossos correspondentes