Trump: somos os cavaleiros da barbárie

Durante mais de um século, só socialistas, comunistas, representantes esclarecidos do movimento operário mundial repetiram regularmente a famosa advertência, celebrizada pela pena da revolucionária polaca-alemã Rosa Luxemburgo no início do séc. XX, de que a humanidade se encontra numa drástica encruzilhada entre “socialismo ou barbárie”.
Notava Rosa Luxemburgo, com extraordinária presciência, as consequências inevitáveis da passagem do capitalismo à sua época imperialista de dilapidação do mundo.
Os próceres do capitalismo nunca, pelo contrário, se cansaram de proclamar que o capitalismo liberal não parava nem pararia de oferecer à humanidade novas fronteiras de progresso e geral marcha para a felicidade.
Desde hoje, 7 de Abril de 2026, as coisas mudaram.
O mais poderoso representante mundial do capitalismo imperialista, Donald Trump, escreveu na sua “rede social“, denominada Truth Social, que: sim, nós, capitalistas, o que temos a oferecer à humanidade é a barbárie.
Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar”, escreveu, anunciando o extermínio da nação iraniana, um dos berços da civilização humana.
Loucura?
Não.
Trump tem plena consciência do alcance daquilo ao que vem.
Escreveu na mesma publicação: “Sabê-lo-emos esta noite, num dos momentos mais importantes na longa e complexa história do mundo.
O capitalismo sabe que é a barbárie — e reivindica-a abertamente.