Enquanto a Europa se curva perante Trump na preparação para novos confrontos militares – veja-se a recente cimeira da NATO – o imperialismo americano reforça a sua presença militar face à China, organizando stocks de armas na Austrália e enviando a sua marinha para patrulhar o Mar do Sul da China.
Com o anúncio da administração americana sobre a retirada de grande parte das suas tropas da NATO da Europa, os governos europeus estão a ser forçados a aumentar drasticamente as suas despesas militares. Este aumento está já a ser financiado, em vários países, por diversos ataques aos direitos dos trabalhadores, aos serviços públicos e à segurança social.
A marcha para a militarização generalizada da economia, a implementação de economias de guerra e o estabelecimento de governos de guerra só irá piorar.
Em Portugal o orçamento de estado para 2027 será apresentado no início de Outubro e, de uma forma ou de outra, reflectirá, na medida da dimensão nacional, as imposições da NATO/EU.
Embora o caminho para a militarização não seja ainda proclamado com a clareza que o é por exemplo em França, na Grã-Bretanha ou na Alemanha, os sinais estão aí: o anúncio da compra de sofisticados navios de guerra e de caças F-35 vai sendo discretamente publicitado e aplaudido pelos grandes meios de comunicação social enquanto programas de “reportagem” (leia-se propaganda) de cadeias estrangeiras são transmitidos divulgando a militarização da sociedade em curso em diversos países europeus, sempre sob a sombra dos “ataques da Rússia em preparação”.
Não há memória de publicidade televisiva a armamento militar de qualquer natureza mas, pasme-se, a SIC Notícias vai agora passando o spot comercial da Lockheed Martin de propaganda ao caça F-35 que pode ser visto no vídeo abaixo.
A marcha para a guerra não pode ser travada sem abordar a sua causa fundamental: a crise do sistema capitalista fundado na propriedade privada dos meios de produção.
Esta luta exige a organização da luta de classes contra o nosso próprio governo. Só os trabalhadores e jovens unidos às suas organizações poderão obrigar os governos de guerra e os seus orçamentos assassinos a recuar.
É necessária e urgente uma campanha contra todas as guerras travadas no estrangeiro contra os povos, em consequência do imperialismo norte-americano, e internamente contra o povo trabalhador de cada país. Portugal não é excepção!