O capitalismo agonizante dos nossos dias representa uma ameaça imediata para a humanidade.
Não comporta melhoramentos. Promove, sim, constantes contrarreformas e guerra social contra as condições de vida dos que tudo produzem - a classe trabalhadora - e a destruição do ambiente. Promove o colonialismo – nas suas diversas formas -, a discriminação, o racismo e a xenofobia.
Afunda‐se, e afunda os povos, em guerras sociais e militares por todo o mundo: Ucrânia, Palestina, África, etc.; ameaça a guerra contra a China; ameaça com a guerra mundial.
Os muito poucos mais ricos ficam cada vez mais ricos e a grande maioria mais pobre fica cada vez mais pobre.
É chegado o momento de os trabalhadores e a juventude criarem uma alternativa política sua.
Não nos conformamos com o descrédito que muitos lançam sobre as palavras socialismo e comunismo. Vemos não no socialismo, mas na degenerescência burocrática da URSS e do “Bloco de Leste” a causa da sua queda. Não nos conformamos com a traição dos dirigentes dos partidos e dos sindicatos de "esquerda" que tudo fazem para preservar as instituições do Estado burguês e impedir que a classe trabalhadora tome o poder para reorganizar a sociedade.
Reivindicamos a urgência de retomar uma linha comunista e revolucionária, centrada na luta das mulheres e homens trabalhadores e da juventude pelo derrube do capitalismo, por um governo dos trabalhadores, pela socialização dos grandes meios de produção e de troca: pelo socialismo.
Os acontecimentos das últimas décadas demonstram a justeza do caminho delineado no Manifesto Comunista de Marx e Engels, há mais de um século: "a única alternativa à barbárie é o derrube do capitalismo imperialista pelo poder dos trabalhadores unidos e organizados."

Não apelamos ao voto especificamente em nenhum dos candidatos. Os trabalhadores e jovens conscientes que se decidirem a votar fá-lo-ão certamente num dos candidatos de “esquerda”. A maioria, por razões de utilidade prática para a segunda volta, no candidato apoiado pelo PS, já que a eleição seja do candidato a bonaparte Gouveia e Melo, seja do fascista Ventura ou do beto-facho Cotrim, seja mesmo do Mendes dos negócios, conjugada com a “maioria constitucional” de dois terços desta bela sociedade na Assembleia da República, ameaça a passagem a breve trecho a um regime ainda mais autoritário e antidemocrático.
Mas não é nas presidenciais que se decide o essencial.
Para quem trabalha, o essencial vai-se decidir na continuidade do movimento de resistência que teve o seu ponto alto na greve geral de Dezembro passado.
As direcções das centrais sindicais têm escolhido não dar continuidade política a esse momento alto da luta. Ausentaram-se da grande manifestação que persistiu horas frente à Assembleia e não promoveram novos plenários nem a eleição generalizada de comités de greve para manter a vigilância da classe e preparar o regresso a uma greve ainda mais dura, caso o governo não retire o pacote laboral.
Esse é, porém, o único caminho a seguir. Se a classe trabalhadora mostrar a sua força e firmeza, as outras classes exploradas e oprimidas pelo grande capital voltarão a ver nela o eixo da verdadeira saída: um governo dos e pelos trabalhadores.


Saudamos o povo, os trabalhadores e a juventude do Irão que se têm manifestado em várias cidades há vários dias contra o elevado custo de vida, consequência da inflação e de uma seca sem precedentes.
Forçado a reconhecer as "reivindicações legítimas" dos manifestantes, o regime dos ayatollahs, como é habitual, respondeu apenas com repressão, tal como fez em 2022 contra o movimento "Mulheres, Vida, Liberdade": Contam-se já milhares de mortos e feridos e quase duas dezenas de milhar de detenções.
Saudamos a luta das organizações independentes de trabalhadores que, apesar da repressão, manifestam os interesses dos próprios trabalhadores.
Repudiamos as tentativas de manipulação e interferência de Trump e do Estado genocida de Israel nestes processos. Recordemos que a inflação galopante que assola o povo iraniano é sobretudo o resultado das sanções que estrangulam o Irão há quarenta anos, impostas por todas as administrações americanas — democratas e republicanas — a que se juntam as consequências da agressão americano-israelita de Junho de 2025.


Fim à intervenção imperialista!
Retirada das tropas norte-americanas!
Fim dos bombardeamentos!
Libertação de Maduro e da esposa!
Não a qualquer intervenção terrestre!
Não à pilhagem dos recursos que pertencem ao povo da Venezuela!

Editorial

Editorial do nº43 d’O Trabalho

Em Portugal, França, Alemanha, nos EUA e no mundo, só a luta de massas dos trabalhadores e da juventude poderá barrar o caminho à barbárie. […]

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TODOS EM GREVE NO DIA 11 DE DEZEMBRO!

O pacote laboral do governo Montenegro (“Trabalho XXI”) não visa pôr a relação entre capital e trabalho no “século XXI”; visa retorná-la ao século XIX.Visa tornar todos precários, baixar os salários, aumentar horários de trabalho, […]

INTERNACIONAL

Nacional

Contra o “pacote laboral”, PREPARAR A GREVE GERAL!

Exijamos que os responsáveis sindicais rompam definitivamente com a farsa da “concertação social”.
Parando o país, demonstraremos que, sem os trabalhadores, nada funciona.
A força organizada da classe trabalhadora, e só ela, pode travar a contra-reforma laboral do governo!

[…]

Política

Autárquicas 2025

Este reflexo de autodefesa no terreno eleitoral é um ponto de apoio para a preparação de uma verdadeira alternativa do movimento operário e sindical, para se opor à marcha para a barbárie.

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    Para que serve a Inteligência Artificial no sistema capitalista?

    Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) tem vindo a ocupar um lugar cada vez mais importante na sociedade, em quase todos os sectores. “La Tribune des travailleus” iniciou, no seu nº 464, um debate sobre o assunto, do qual aqui transcrevemos os primeiros contributos. […]
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    O activista da ODSI (Iniciativa por um Estado Democrático), Naji El Khatib conta a história desta tragédia, como lhe foi transmitida pelos seus pais. […]
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    Aproximam-se as eleições europeias. O Rassemblement National em França, como o Chega, em Portugal e partidos do mesmo tipo noutros países, aparecem em progressão nas sondagens. Exige-se uma reflexão sobre o que a extrema-direita representa. […]
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    Envolve a guerra da Ucrânia a habitual névoa de propaganda e desinformação criada pelos beligerantes. Nos países imperialistas adensa essa névoa uma campanha da comunicação social que é tão unânime como é obtusa. É importante que os militantes que se batem pelo socialismo e pelos interesses dos trabalhadores compreendam o que se joga nesta guerra e quais são os interesses envolvidos. […]
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    Em Nome do Ambiente, o Saque do Ambiente

    “Der Spiegel” em uma reportagem sobre “o dilema da luta contra as alterações climáticas”: “(…) As tecnologias verdes (…) carecem de quantidades inimagináveis de matérias-primas (…). Para extraí-las, vai ser preciso (…) transformar regiões gigantescas em paisagens lunares.” […]

Nº 43 - 18 de Outubro de 2025
Nº 40 - Novembro de 2025
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